("^.^")Dannyh("^.^")




[ Eu... ]


Neste Blig eu quero falar um pouco
sobre o egito, suas lendas e curiosidades,
em especial sobre a dan�a do ventre,
que � a minha grande paix�o!

A dan�a da alma!

Nome: Dannyh

Idade:26

E-mail:danymed2@uol.com.br

MSN: danymed2@hotmail.com

Adoro: Deus!O amor e a caridade,meu filho,minha familia,
meus amigos.adoro dan�ar!adoro estar feliz!!!

Odeio: Mentiras e falsidades! hipocrisia!
preconceito!materialismo!

Musica: Sou totalmente ecl�tica!
gosto de todos os estilos... sertanejo,
oriental,rock,pop,mpb...tudo!
principalmente flamenco e egipcia!

Comida: Tudo!menos japonesa e chinesa!

Passatempo: O que mais gosto de fazer nas horas vagas
� ler um bom livro! principalmente romance espirita...

Religi�o: Deus!n�o tenho uma certa, gosto de todas.
mas gosto de estudar o espiritismo.

Frase: " Fa�a voce mesmo! nao espere acontecer "

Melhor amigo: Jesus! com certeza!

Pior inimigo: A inveja!

Natural de: Sao Paulo










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29/11/2005 11:29

** Simbologia **



* Símbolos Cigano *


CORUJA

Simboliza "o ver a totalidade".
É usado para ampliar a percepção com a sabedoria possibilitando ver a totalidade: o consciente e o inconsciente.


ÂNCORA

Simboliza segurança.
É usada para trazer segurança e equilíbrio no plano físico, financeiro, e para se livrar de perdas materiais.


CHAVE

Simboliza as soluções.
É usado para atrair boas soluções de problemas. O símbolo da chave quando trabalhado no fogo costuma atrair sucesso e riquezas.


ESTRELA DE 5 PONTAS

Simboliza evolução.
É usado para proteção, além de estar associada à intuição, sorte e êxito. A estrela representa o domínio dos cincos sentidos. Também conhecida como o Pentagrama.


ESTRELA DE 6 PONTAS

Simboliza proteção.
É usada como talismã de proteção contra inimigos visíveis e invisíveis. Também conhecida como Estrela Cigana e Estrela de David. A Estrela Cigana é o símbolo dos grandes chefes ciganos. Possui seis pontas, formando dois triângulos iguais, que indicam a igualdade entre o que está a cima e o que está a baixo. Representa sucesso e evolução interior.


FERRADURA

Simboliza energia e sorte.
É usada para atrair energia positiva e boa sorte. A ferradura representa o esforço e o trabalho. Os ciganos têm a ferradura como um poderoso talismã, que atrai a boa sorte, a fortuna e afasta a má sorte.


LUA

Simboliza a magia e os mistérios.
Usada geralmente pelas ciganas, para atrair percepção, o poder feminino, a cura e o exorcismo atentando sempre as fases: nova, crescente, cheia e minguante. A lua cheia é o maior elo de ligação com o sagrado, sendo chamada de madrinha. As grandes festas sempre acontecem nas noites de lua cheia.


MOEDA

Simboliza proteção e prosperidade.
Usada contra energias negativas e para atrair dinheiro. A moeda é associada ao equilíbrio e à justiça e relacionada à riqueza material e espiritual, que é representada pela cara e coroa. Para os ciganos, cara é o ouro físico, e coroa, o espiritual.


PUNHAL

Simboliza a força,o poder, vitória e
superação.
É muito usado nos rituais de magia, tem o poder de transmutar energias. Os ciganos também usavam o punhal para abrir matas, sendo então, um dos grande símbolo de superação e pioneirismo, além da roda. O punhal também é usado na cerimônia cigana de noivado e casamento, onde é feito um corte nos pulsos dos noivos, em seguida o pulsos são amarrados em um lenço vermelho, representando a união de duas vidas em uma só.x


RODA

Simboliza a Samsara, representando o ir e vir, o circular, o passar por diversos estados, o ciclo da vida, morte e renascimento, e é usada para atrair a grande consciência, a evolução, o equilíbrio. A roda é o grande símbolo cigano, que é representado pela roda dos vurdón que gira.


TAÇA

Simboliza união e receptividade, pois qualquer líquido cabe nela e adquire sua forma. Tanto que, no casamento cigano, os noivos tomam vinho em uma única taça, que representa valor e comunhão eterna.


TREVO

É o símbolo mais tradicional de boa sorte.
Trevo de quatro folhas: traz felicidade e fortuna. Quando se encontra um trevo de quatro folhas na natureza, pode-se esperar sempre boas notícias.


enviada por Dannyh



29/11/2005 11:20

**Oração **

Prece ao cigano Wladimir:


Ó glorioso e poderoso cigano Wladimir, neste instante,
é com o meu coração cheio da mais profunda fé,
que me dirijo ao teu luminoso espírito,
que tem poder e forças entre todas as entidades ciganas que hoje,
como estrelas brilhando no infinito,
são entidades que por misericórdia nos assistem em nossas aflições.
Em particular a ti, peço, querido cigano Wladimir, que me ampares,
com teu coração bondoso, jamais deixando que eu venha a cair
sob o impulso das provas desta vida;
protege meu corpo, livrando-o das doenças;
protege o meu coração,
não deixando nunca que nele se abrigue o ódio;
protege minha mente, para que ela seja sempre abrigo
de pensamentos positivos e de força;
protege a minha família,
protege o meu caminho, livrando-me dos inimigos,
da terra e do espaço.
Por todo o bem que sei que fazes sempre,
por todos aqueles que depositam fé incondicional em ti,
é que peço à Santa Sara, a Padroeira Universal dos Ciganos,
que encha teu espírito de Força, Luz e Poder,
para que estejas sempre pronto a atender aos teus filhos,
aos teus seguidores...
e a Deus, nosso Pai maior, peço que tome nos braços este filho
tão querido que és e, ao lado dele,
jamais esqueças de nós,
Ó glorioso e bondoso cigano Wladimir.
Amém


enviada por Dannyh



29/11/2005 11:07

** Cigana **


Fala...o sangue cigano não corre em minhas veias! Mas o que isso quer dizer? Minha alma é Cigana!!!


>


enviada por Dannyh



12/06/2005 14:45

** Povo Cigano **





Os ciganos estão divididos mundialmente em três grandes grupos:
os sinti,os rom e os calons,e seus dialetos,são bem diferentes.Os sinti se estabeleceram na Alemanha,os calons,Portugal e Espanha,Os rom são o maior grupo e são os que mais preservam as suas tradições.Dentro dele existem vários subgrupos.divididos segundo a atividade em que eles se dedicam.
PRINCIPAIS GRUPOS ROM:
Kalderash, Matchuaias, Horahane, Lovarias,
Rudari. Fora esses existem muitos outros,como os Kalute,os Tchurara e os Mordovaia.

Os Ciganos contam em uma de suas lendas que no passado tinham um rei, que guiava sabiamente o povo numa cidade maravilhosa da Índia, chamada Sind. Ali o povo era muito feliz, até que hordas de muçulmanos expulsaram os Ciganos, destruindo sua cidade. Desde então foram obrigados a vagar de uma nação a outra...
Mas, como dissemos, trata-se de uma lenda.
As informações mais seguras sobre suas orígens foram obtidas através de estudos lingüísticos feitos a partir do século passado.
A comparação entre os vários dialetos que constituem a língua cigana, chamada romaní ou romanês, e algumas línguas indianas, como o sânscrito, o prácrito, o maharate e o punjabi, só para citar algumas, permitiu que se estabelecesse com certeza a origem indiana dos Ciganos.
Todavia a razão pela qual abandonaram as terras nativas da Índia permanece ainda envolvida em mistério.
Parece que eram originariamente sedentários e que devido ao surgimento de situações adversas, tiveram que viver como nômades.
Segundo outra lenda, narrada pelo poeta persa Firdausi no século V d.C., um rei persa mandou vir da Índia dez mil Luros, nome atribuído aos Ciganos, para entreter o seu povo com música.


enviada por Dannyh



29/09/2004 15:29

("^.^")Pensamento("^.^")


Viver é repetir o ano
e refazer a lição que não se aprendeu direito;

Viver

"Viver é fazer um pouquinho todo dia;
Viver é aprender a amar
entre trancos e barrancos;
Viver é tropeçar e cair,
levantar, sacudir a poeira e prosseguir;
Viver é encarar os outros para vencer o eu;
Viver é aprender a sofrer agradecendo ao descobrir que muita gente sofre mais;
Viver é vivenciar aprendendo ou não;

Viver é repetir o ano
e refazer a lição que não se aprendeu direito;
Viver é "ralar" o ego
para aprender a despir a alma;
Viver é caminhar em direção ao universo;
Viver é voltar para casa devagar;
Viver é lutar para conquistar
um cm de evolução;
Viver é fazer força para não transformar a dor necessária em sofrimento evitável;
Viver é aprender a valorizar a vida
praticando sempre o agradececimento;
Viver é uma oportunidade evolutiva,
uma bênção para caminhar;
Viver é aprender com paixão, com oportunidade de estender as mãos a outras tão sofredoras quanto nós, mas ainda assim agir e ajudar;
Viver é aprender a praticar o otimismo,
mesmo quando tudo parece ir mal."




enviada por Dannyh



29/09/2004 11:44

("^.^")Experiencias Misticas("^.^")


VI JESUS EM UM GRANDE TRONO



No mês de outubro de 1998 fui a Maceió fazer uma visita ao nosso grupo de oração: A Rainha da Paz. Na ocasião fui com o desejo de conversar com os membros do grupo e rezar com eles. conforme nós combinamos, fomos nos reunir em uma igreja no Convento das Irmãs. As irmãs colocaram o Santíssimo exposto para que nós ficássemos adorando Jesus. Fizemos momentos de silêncio, meditando e contemplando a presença de Jesus na eucaristia. Cantamos alguns cantos alegres e já depois de 1 hora de oração, para encerrarmos aquele momento, resolvemos rezar o terço, conforme de Nossa Senhora nos pede. O que vou lhes contar agora aconteceu logo no início da oração do terço. Estava rezando o terço de joelhos diante do santíssimo quando, de repente, vi muitos raios de luz saindo do ostensório em direção ao teto da igreja. Na hora pensei que todas as pessoas que estavam comigo tinham visto aquela cena, mais ao olhar pra todos, vi que estavam rezando normalmente. Quando olhei novamente vi algo extraordinário que jamais vou esquecer. Vi Jesus sentado em um grandioso trono, muito feliz, e ao redor dele, pude ver uma grandiosa multidão de anjos e santos que o adorava. A alegria de todos era tão grande que ,mesmo não me achando digno, tive vontade de também estar ali com eles. Sentir que em alguns momentos ficavam em silêncio contemplando Jesus,em outros, cantavam,mas todos transmitiam um amor que só em Jesus seremos capazes de encontrar. Apesar de estar sentado, pude perceber que Jesus era alto. Seus cabelos eram caídos para os lados, de barba e seu rosto de uma beleza que jamais o ser humano possa imaginar. Seu olhar era piedoso,cheio de compaixão. Olhava para mim e nada dizia. Senti em meu coração, naquele momento, uma felicidade e uma paz que poucas vezes experimentei e estas poucas vezes, todas em momentos como este que estou narrando agora, pois durante toda minha vida jamais vivi momentos de tamanha felicidade. Eu não me achava digno de ver aquela cena e por isso fechei os olhos para não ver, porém, mesmo com os olhos fechados ,continuei vendo tudo. Fiz de tudo para que as pessoas nada percebessem. Continuamos rezando o terço, mas durante toda oração lá estava Jesus sentado rodeado pelos anjos e santos. Dentro de mim dizia pra Jesus: "Senhor, eu creio. Nada preciso ver. Eu não sou digno de merecer tamanha graça." Mesmo assim, a cena continuou e eu pude contemplar toda aquela grandeza de Deus, mesmo sem ser digno. Em determinado momento ouvi uma voz feminina que logo identifiquei como sendo de Nossa Senhora que me disse" Escreva." Apenas ouvi a voz de Nossa Senhora, mas não a vi. Imediatamente atendi à Virgem e comecei a escrever em um caderno que estava do meu lado. Ela falava claramente bem próxima aos meus ouvidos e eu escrevia a mensagem. Somente nesta hora as pessoas do nosso grupo de oração perceberam que Nossa Senhora estava ditando uma mensagem, pois me viram escrevendo. Depois que escrevi a mensagem, Nossa Senhora nos abençoou e disse: Olhe pra frente!"Ao olhar,continuei vendo Jesus no trono e bem perto dele, desta vez, vi Nossa Senhora de joelhos adorando seu Filho. Ao ver a cena em que Nossa Senhora estava de joelhos, poucos segundos depois, tudo desapareceu. O trono em que Jesus estava, foi exatamente o que vi em novembro de 1987, quando Nossa Senhora me mostrou o céu, só que naquela primeira visão, eu não tinha visto Jesus. Levantei-me, sem que ninguém soubesse o que tinha acontecido e li a mensagem. Fiquei na dúvida, sem saber, se contava ou não, aos que estavam comigo, a visão que tinha contemplado. A minha felicidade era tanta que não resistir e compartilhei com todos a minha experiência. Que Jesus Eucarístico nos fortaleça e nos anime nesta longa estrada da vida. Que Jesus seja louvado e o demônio acorrentado para sempre".
(Pedro Regis Alves )

enviada por Dannyh



29/09/2004 11:36

("^.^")Misticismo("^.^")


O Misticismo e Os Grandes Místicos
por
Carlos Antonio Fragoso Guimarães


Música: prelúdio em ré menor, de Bach



Misticismo, o que é?



Desde sempre, pessoas de todas as culturas, em todos os povos, em todas as épocas, têm relatado experiências de expansão da consciência a níves extraordinários, onde sente-se mais plenos de vida, numa sensação de união íntima de suas almas com Deus, ou com a "Consciência Cósmica". Todos os relatos de experiências místicas têm importantes pontos em comum. Não devemos cair no erro de pensar que estas experiências sejam ocorrências exclusivas de certas períodos históricos, onde predomina um maior grau de histerismo religioso, ou sejam características de pessoas com graves distúrbios mentais. Estes estados alterados de consciência são, hoje em dia, objeto de estudo da Psicologia Transpessoal, que é mais avançada corrente dentro da Psicologia, estudiosa de todo o espectro possível de manifestação da consciência humana. Vejamos o relato de um psiquiatra contemporâneo relacionado ao declínio de uma psicopatologia e com a restauração da saúde mental. O relato é do Professor Stanislav Grof:

No estado de consciência "normal" ou usual, o indivíduo se experiencia como existindo dentro dos limites de seu corpo físico (a imagem corporal), e sua percepção do meio ambiente é restringida pela percepção, fisicamente determinada, de seus órgãos de recepção externa; tanto a percepção interna quanto a percepção das coisas externas do meio ambiente estão confinadas dentro dos limites do espaço e tempo euclidiano-newtoniano. Em experiências psicodélicas, transpessoais e de psicoterapia profunda, ou mesmo através da meditação, uma ou várias dessas limitações parecem ser transcendidas. Em alguns casos, a pessoa experiencia um afrouxamento de seus limites usuais de ego e sua consciência e autopercepção parecem expandir-se para incluir e abranger tudo o que diz respeito a outros indivíduos e elementos do mundo externo. Ele consegue obter informações que, pelos meios sensoriais convencionais, seriam impossíveis. Em outros casos, o sujeito continua experienciando sua própria identidade, mas num tempo diferente, num lugar diferente, ou num diferente contexto, tal como ocorre na chama Terapia de Vida Passada. Ainda em outros casos, o sujeito experiencia um grande identificação com uma onipresente consciência universal, conseguindo abranger elementos que não têm nenhuma continuidade com sua identidade de ego usual e que não podem ser considerados como simples derivativos de suas experiências no mundo tridimensional (Grof, S. Journal of Transpersonal Psychology, vol 4., 45-80, 1972).

Em outra parte de meu trabalho sobre Psicologia Transpessoal e na Home Page sobre Plotino, me aprofundei mais sobre as caracterísitcas que cercam o fenômeno do extase místico. Vamos agora falar de gandes mulheres e homens da história ocidental que deixaram um profundo legado filosófico-religioso, conseqüência direta de suas experiências, e repletas de passagens místicas.


Hildegard von Bingen



Durante as trevas intelectuais da Idade Média, a Igreja Católica Romana era uma insituição patriarcal sedenta de poder e rigidamente machista. Mas, mesmo assim, alguns luminares femininos conseguiram se destacar, especialmente nos países germânicos. Entre estas mulheres, uma nos interessa especialmente: Hildegard von Bingen.
Hildegard von Bingen viveu de 1098 a 1179, na Renânia. Ela foi uma extraordinária pensadora, uma grande filósofa e teóloga. Ela era uma freira que - coisa raríssima na época - fazia sermões públicos, que, além de atrair pela riqueza de conteúdo o povo de sua época, atraia multidões pelo carisma e pela grande beleza física que possuia, como podemos ver pelas iluminuras que a representam e pelos relatos sobre ela. Dentre outras qualidades, ela era compositora (suas músicas foram recentemente gravadas), escritora, médica, botânica. Era muito dada ao estudo. De certa forma, durante o reinado das trevas, ela possivelmente tenha sido a primeira cientista após a destruição definitiva da biblioteca de Alexandria. Na totalidade da história ocidental, o século 12, na Alemanha, nos chama a atenção pelo profundo mergulho espiritual dos pensadores da época, na maior parte religiosos, que possibilitaram uma ambiente extremamente místico (no sentido transpessoal do termo), rico de insights, e que se refletiu na arte e cultura do tempo, e que ainda hoje exercem um fascínio mágico e racionalmente incompreensível ao homem de hoje, mas que emociona profundamente e enleva a alma: o estilo Gótico.

A Renânia possuia todo um clima espiritual mais sofisticado e evoluído que o resto da Europa. Lá nasceu Hildegard. Ela era a décima criança de uma família nobre que morava na cidade de Rhineland, próxima a Mainz, e onde ainda se podia respirar um pouco do ar celta e sentir um pouco do espírito da Antiga Roma Imperial. Com oito anos, sua família resolveu da-la aos cuidados de uma freira para que, posteriomente, segui-se a carreira religiosa.

Pelos registros que temos, Hildegard foi uma criança excepcional, apesar de ter uma constituuição física frágil e de ter suportado graves doenças. Desde cedo ela passou a ter visões místicas de cunho Transpessoal que lhe possibilitavam, entre outras coisas, demonstrar um alto grau de clarividência e de premonições; de início assustada com as possíveis conseqüências de suas visões, ela não costumava relatar suas experiências transpessoais. Quando a irmã que a criou no convento, e que era Abadessa, faleceu em 1136, Hildegard foi eleita a nova Abadessa. Anos depois, em meio a um longo tratamento de saúde, ela escrveu: "Quando tinha 42 anos e sete meses de idade, uma ardente luz de um intenso brilho veio do céu para se por por completo em minha mente, como uma chama que não queima mas que ilumina. Ela me preencehu totalmente, coração e alma, como um sol que esquenta algo com seus raios. E mais uma vez eu poderia ter o gosto de entender realmente o diziam e o que significavam os Sagrados Livros - Os Salmos, os Evangelistas e os demais livros do Antigo e Novo Testamento."

Hildegard escrevia tudo o que lhe acontecia, e suas visões se transformaram num livro chamado Scivias (Conhecer o Caminho). Ela relatou sobre suas visões com grandes teólogos da época, como Bernard de Claivaux. Foi ele quem enviou uma parte dos manuscritos de Hildegard para o Papa Eugênio III, em Trieste. Profundamente impressionado, ele endossou os trabalhos de Hildegard bem como suas visões.

Está claro, hoje, que Hildegard possuia uma facilidade ímpar para adentrar nos chamados "Estados Alterados de Consciência". Muitas vezes ele diria que suas visões e as sensações a elas vinculadas eram difícies de serem postas em palavras. Eram experiências que transcendiam o nosso modo convencional de perceber as coisas. Mas ela tinha de descrever suas experiências de alguma forma, sentia uma grande necessidade de comunicá-las. Por isso não é de se estranhar que toda a riqueza de suas experiências místicas tenham sido relatadas sob uma forte capa cultural típica dos escritos da época. Durante mais de 25 anos, ela escreveu um número extraordinário de documentos e trabalhos sobre a relação humana com o plano divino da criação. Também produziu fascinates estudos sobre botânica e medicina. Compôes 77 canções litúrgicas para uso do convento, e algo como um oratório dramático intitulado Ordo Virtutem. Já com uma idade avançadíssima para a época, aos 72 anos ela voltou a Rhineland para pregar aos clérigos e aos leigos da necessidade de reformas urgentes na Igreja, que estava visivelmente corrompida por assuntos nada espirituais. Por toda a vida, ela escreveu centenas de cartas para as pessoas das mais diversas classes e níveis sociais.

Sua incansável energia e grande vitalidade argumentativa tornaram-se suas principais marcas de personalidade, juntamente com suas experiências místicas: frequentemente ela se erguia de seu leito, muitas vezes em meio a inúmeras dores, após ter tido uma nova visão que imediatamente lhe estimulava a ir a uma nova cruzada de conscientização pública sobre os rumos que a religiosidade estava tomando, e que dibergia da mensagem de Cristo. Ela foi implacável ao denunciar a corrupção clerical de sua época.

Por conta de sua coragem, Hildegard foi muito atacada por toda a sua vida. Mas o pior ainda viria no último ano de sua vida. Ela havia caridosamente enterrado um jovem revolucionário que havia sido excomungado, quebrando assim com uma das mais rígidas leis eclesiásticas da Igreja. Os bispos exigiram que ela exumasse o corpo, considerado indigno de repousar em terra santa. Ela recusou-se, dizendo que o jevem morrera em graça e em comunhão com Deus. Seu convento foi interditado e ela e suas irmãs foram proibidas de participarem da missa.

Apenas alguns meses antes de sua morte, seus direitos foram restaurados. Ela pode, enfim, descansar um pouco. Em 17 de setembro de 1179, Hildegard, ao 81 anos, sofreu um colapso; pouco antes de morrer, duas listas de luz surgiram no céu e adentraram em seu quarto. Hildegar foi, a partir de então, cultuada como uma mensageira de Deus entre os homens.

Entre o povo mais simples da época, talvez devido aos resquícios da tradição pagã, como a dos druidas, acreditava-se que Deus não seria apenas homem, não teria apenas caraceterísticas masculinas, Deus seria Pater-Mater. O Ser Supremo teria também um lado feminino, ou uma "natureza feminina" (a Deusa, adorada pelos druidas). Afinal, a mulher teria sido também criada à Sua imagem e semelhança, ainda que os padres torcessem o nariz para tal pensamento e culpassem a mulher pela vinda do pecado ao mundo. Em grego, a palavra para o lado feminino de Deus é Sophia, e significa sabedoria.

A crença sobre a natureza materna de Deus também estava presente entre os cristãos primitivos, antes de Roma obter a hegemonia sobre os rumos da Igreja. Mas ela manteve-se na Igreja do Oriente, a chamada Igreja Ortodoxa, e entre os judeus durante a Idade Média, mas caiu em completo esquecimento na Europa ocidental (graças ao machismo romano). Só com Hildegard von Bingen é que é que ela teve um rápido lampejo de retorno. Em vários de seus êxtases místicos, ela conta que viu Sophia a andar ricamente vestida, procurando um meio de se dar à conhecer ao mundo. Quando Hildegard morreu, conta-se que seu espírito, rejuvenescido, foi visto várias vezes andando e cantado pela capela, com uma expressão de doce júbilo no rosto. Ela cantava a sua mais conhecida canção: O Virga Ac Diadema.

Mestre Eckhart


Embora a Igreja patriarcal de Roma tendesse a impor uma atmosfera intelectual rígidamente controlada conforme seus objetivos e interesses temporais, a presença da filosofia espiritualista de Platão e dos Neoplatônicos nunca foi totalmente suprimida, durante a Idade Média. Mesmo quando o interesse por Aristóteles tornou-se a primazia, no século XIII, o neoplatonismo ainda era estudado, sobretudo na Alemanha, país que sempre se destacou por sua luta pela liberdade intelectual, e, mais tarde, com Lutero, pela espiritual. Isso explica o fato de que os estudiosos dominicanos da cidade de Colônia e de outros centros renananos, onde também vivera Hildegard von Bingen, haverem construído uma ambiente particularmente favorável a um segundo renascimento do neoplatonismo, caraceterizado por uma intensa acentuação mística. Até mesmo entre os padres da escolástica medieval, que mergulhava cada vez mais o mundo num universo cheio de dogmas superficiais, havia um certa saudade de uma pureza mística, pois o que é essencial é o retorno da alma a Deus, a sua união com Deus.

Foi neste ambiente propício, talvez não por acaso, que surgiu o mestre dominicano Eckhart, um dos maiores lumiares da filosofia medieval e do misticimo do ocidente, e sobre quem falaremos agora.

Mestre Eckhart nasceu em Hochheim, na Turíngia, em 1260. Ingressando no convento dos dominicanos de Erfurt, estudou em Estrasburgo e em Colônia. Tornou-se mestre em Teologia e ensinou em Paris entre 1302 e 1304. Exerceu vários cargos eclesiásticos na Alemanha. Estabeleceu-se definitivamente em Colônia em 1320. Escreveu várias obras, entre elas Pregações e Tratados. Em sua obra está muito presente a unidade entre Deus e o homem, entre o que consideramos sobrenatural e o que achamos ser natural. É um pensamento holístico, pois. Como afirmava Plotino, Eckhart também acreditava que sem um algo, a que chamamos Deus, o homem e o mundo não teriam nenhum sentido e nada seriam. Alguma "coisa" tem de dar sentido a tudo o que existe. Tudo tem de ter uma razão de ser. Na verdade, não existe um mal absoluto, existe tão só o erro na busca da evolução da alma. Tudo está imerso numa Unidade. A Unidade é dinâmica e é diversidade, assim como as sete cores são o arco-íris. Somos frutos, mas os frutos nascem de uma árvore, e o fruto carrega a árvore. Assim, somos filhos de Deus, mas também somos Deus. E assim tudo rearfirma a Unidade. E tal é o poder que temos, que o mundo sempre será para nós aquilo que dele pensarmos. Mas o Deus "que está em todas as criaturas é o mesmo que está acima delas, pois aquilo que é Uno deve ser mais que a mera soma das coisas". Isto é um belíssmo exemplo do que hoje entendemos por pensamento holístico.

Bom, se tudo existe por que uma causa os fez existir, qualquer que seja o nome que dermos a esta causa, ela estará acima do fruto que dela veio. Bom, se considerarmos que tudo o que existe existe por obra do Ser Divino, isso significa que temos uma razão de existir, pois o Supremo não faria nada de inútil. Sendo assim, Ele terá necessaramente de amar a seus frutos. Por isto existe uma Unidade entre Deus e o homem. E é por essa razão que o homem sente-se atraído e tenta voltar a Deus, pois é na União que há sentido, sem que haja anulação. Para isso, para poder ir de encontro a Deus, o homem deve ser livre: "Livre espírito é aquele que não se preocupa com nada e a nada se liga" (isso lembra a mensagem budista do desapego), "já que se aprofunda na amantíssima vontade de Deus". E quem tem Deus, ou seja, quem o encontra em si mesmo "o tem em todos os lugares, nas ruas e entre as pessoas, da mesma forma que na Igreja, na solidão ou na cela". Se ele O encontrou realmente, encontou a pérola de grande valor, e fará de tudo para mante-la consigo. Se ele a possui verdadeiramente, ninguém que não a possua também poderá perturba-lo. E se o tem, exatamente por também a ter, não irá perturba-lo. Assim, para Eckhart, por que não nos abandonarmos em Deus? Jesus não disse que "as aves do céu não amontoam em celeiros, nem cultivam, mas mesmo assim o Pai do Céu não as alimenta? Não sóis vóis mais que as aves?"

Devemos reconhecer Deus em nós, mas este caminho não é fácil. O homem deve se "exercitar nas obras, que são seus frutos", mas, ao mesmo tempo, "deve aprender a ser livre mesmo em meio às nossas obras".

Eckhart morreu em 1327. Em 27 março de 1329, mais uma vez a infalibilidade papal se fez presente onde não compreende o transcendente. Neste dia foi dado ao público a bula In agro dominico, através do qual o Papa João XXII condenou vinte e oito proposições do Mestre Eckhart. Das vinte e oito, dezessete foram consideradas heréticas e onze consideradas escabrosas e temerárias. Entre estas, estava a de que nos transformamos em Deus. Mas esta condenação papal justifica-se na medida que as idéias de Eckhart tinham uma dimensão revolucionária. Elas foram acolhidas pelas camadas populares e burguesas, que interpretavam o apelo eckhartiano à interioridade da fé e à união divina como uma rebelião implícita à exterioridade "farisáica" de uma hierarquia e de um clero moralmente decadente (parece que a coisa nunca mudou muito mesmo). Sua herança influenciou, entre outros, significativamente, a Martinho Lutero.

Outros grandes e famosos místicos da Idade Média e do Renascimento foram: Francisco de Assis, Juan de La Cruz, Tereza D'Ávila, e, talvez a mais sofrida, Joana D'Arc. As teorias reducionistas e mecanicistas da Psiquiatria e da Psicanálise não explicam o trabalho, o carisma e a ernorme influência que estas figuras exerceram na história da humanidade. Nelas, algo de muito especial ocorreu, e não será por querermos que o universo seja da forma como achamos que ele deva ser que o brilho de suas vidas possam ser manchados com nossas tolas teorias racionais.


Bibliografia Sugerida


Gaarder, Jostein. O Mundo de Sofia. Companhia das Letras, São Paulo, 1995
Reale, G. & Antiseri, D. História da Filosofia, Vol. I. Ed. Paulus, 1990
Para ouvir: Vision, a Música de Hildergard von Bingen, Gravadora EMI Angel, 1994


enviada por Dannyh



27/09/2004 15:34

("^.^")Costumes Ciganos("^.^")



COSTUMES



Os ciganos não representam um povo compacto e homogêneo, mesmo pertencendo a uma única etnia, existe a hipótese de que a migração desde a Índia tenha sido fracionada no tempo, e que desde a origem fossem divididos em grupos e subgrupos, falando dialetos diferentes.

As diferenças no tipo de vida, a forte vocação ao nomadismo de alguns, contra a tendência à sedentarização de outros gera uma série de contrastes que não se limitam a uma simples incapacidade de conviver pacificamente.


Em linhas gerais, os Sintos são menos conservadores e tendem a esquecer com maior rapidez a cultura dos pais. Talvez este fato não seja recente, mas de qualquer modo é atribuído às condições socioculturais nas quais por longo tempo viveram. Quanto aos Rom de imigração mais recente, se nota ao invés uma maior tendência à conservação das tradições, da língua e dos costumes próprios dos diversos subgrupos. Sua origem desde países essencialmente agrícolas e ainda industrialmente atrasados (leste europeu) favoreceu certamente a conservação de modos de vida mais consoantes à sua origem. Não é possível, também em razão da variedade constituída pela presença conjunta de vários grupos, fornecer uma explicação detalhada das diversas tradições. Alguns aspectos principais, ligados aos momentos mais importantes da existência, merecem ser descritos, ao menos em linhas gerais. Antigamente era muito respeitado o período da gravidez e o tempo sucessivo ao nascimento do herdeiro; havia o conceito da impureza coligada ao nascimento, com várias proibições para a parturiente. Hoje a situação não é mais tão rígida; o aleitamento dura muito tempo, às vezes se prolongando por alguns anos.


No casamento tende-se a escolher o cônjuge dentro do próprio grupo ou subgrupo, com notáveis vantagens econômicas. Um cigano pode casar-se com uma gadjí, isto é, uma mulher não cigana, a qual deverá porém submeter-se às regras e às tradições ciganas. A importância do dote é fundamental especialmente para os Rom; no grupo dos Sintos se tende a realizar o casamento através da fuga e conseqüente regularização. Aos filhos é dada uma grande liberdade, mesmo porque logo deverão contribuir com o sustento da família e com o cuidado dos menores.


No que se refere à morte, o luto pelo desaparecimento de um companheiro dura em geral muito tempo. Junto aos Sintos parece prevalecer o costume de queimar-se a kampína (o trailer) e os objetos pertencentes ao defunto. Entre os ritos fúnebres praticados pelos Rom está a pomána, banquete fúnebre no qual se celebra o aniversário da morte de uma pessoa. A abundância do alimento e das bebidas exprimem o desejo de paz e felicidade para o defunto.

NASCIMENTO

Uma criança sempre é bem vinda entre os ciganos. É claro que sua preferência é para os filhos homens, para dar continuidade ao nome da família. A mulher cigana é considerada impura durante os quarenta dias de resguardo após o parto. Logo que uma criança nasce, uma pessoa mais velha, ou da família, prepara um pão feito em casa, semelhante a uma hóstia e um vinho para oferecer ás três fadas do destino, que visitarão a criança no terceiro dia, para designar sua sorte. Esse pão e vinho será repartido no dia seguinte com todos as pessoas presentes, principalmente com as crianças. Da mesma forma e com a finalidade de espantar os maus espíritos, a criança recebe um patuá assinalado com uma cruz bordada ou desenhada contendo incenso. O batismo pode ser feito por qualquer pessoa do grupo e consiste em dar o nome e benzer a criança com água, sal e um galho verde. O batismo na igreja não é obrigatório, embora a maioria opte pelo batismo católico.

CASAMENTO

Desde pequenas, as meninas ciganas costumam ser prometidas em casamento. Os acertos normalmente são feitos pelos pais dos noivos, que decidem unir suas famílias. O casamento é uma das tradições mais preservadas entre os ciganos, representa a continuidade da raça, por isso o casamento com os não ciganos não é permitido em hipótese alguma. Quando isso acontece a pessoa é excluída do grupo. É pelo casamento que os ciganos entram no mundo dos adultos. Os noivos não podem Ter nenhum tipo de intimidade antes do casamento. Quando o casamento acontece, durante três dias e três noites, os noivos ficam separados dando atenção aos convidados, somente na terceira noite é que podem ficar pela primeira vez a sós. Mesmo assim, a grande maioria dos ciganos no Brasil, ainda exigem a virgindade da noiva. A noiva deve comprovar a virgindade através da mancha de sangue do lençol que é mostrada a todos no dia seguinte. Caso a noiva não seja virgem, ela pode ser devolvida para os pais e esses terão que pagar uma indenização para os pais do noivo. No caso da noiva ser virgem, na manhã seguinte do casamento ela se veste com uma roupa tradicional colorida e um lenço na cabeça, simbolizando que é uma mulher casada. Durante a festa de casamento, os convidados homens, sentam ao redor de uma mesa no chão e com um pão grande sem miolo, recebem dos os presentes dos noivos em dinheiro ou em ouro. Estes são colocados dentro do pão ao mesmo tempo em que os noivos são abençoados. Em troca recebem lenços e flores artificiais para a mulheres. Geralmente a noiva é paga aos pais em moedas de ouro, a quantidade é definida pelo pai da noiva.

MORTE

Os ciganos acreditam na vida após a morte e seguem todos os rituais para aliviar a dor de seus antepassados que partiram. Costumam colocar no caixão da pessoa morta uma moeda para que ela possa pagar o canoeiro a travessia do grande rio que separa a vida da morte. Antigamente costumava-se enterrar as pessoas com bens de maior valor, mas devido ao grande número de violação de túmulos este costume teve que ser mudado. Os ciganos não encomendam missa para seus entes queridos, mas oferecem uma cerimônia com água, flores, frutas e suas comidas prediletas, onde esperam que a alma da pessoa falecida compartilhe a cerimônia e se liberte gradativamente das coisas da Terra. As cerimônias fúnebres são chamadas "Pomana" e são feitas periodicamente até completar um ano de morte. Os ciganos costumam fazer oferendas aos seus antepassados também nos túmulos.

MUSICA E DANÇA

Quando os ciganos deixaram o Egito e a Índia, eles passaram pela Pérsia, Turquia, Armênia, chegando até a Grécia, onde permaneceram por vários séculos antes de se espalharem pelo resto da Europa. A influência trazida do oriente é muito forte na música e na dança cigana. A música e a dança cigana possuem influência hindu, húngaro, russo, árabe e espanhol. Mas a maior influência na música e na dança cigana dos últimos séculos é sem dúvida espanhola, refletida no ritmo dos ciganos espanhóis que criaram um novo estilo baseado no flamenco. Alguns grupos de ciganos no Brasil conservam a tradicional música e dança cigana húngara, um reflexo da música do leste europeu com toda influência do violino, que é o mais tradicional símbolo da música cigana. Liszt e Beethoven buscaram na música cigana inspiração para muitas de suas obras. Tanto a música como a dança cigana sempre exerceram fascínio sobre grandes compositores, pintores e cineastas. Há exemplos na literatura, na poesia e na música de Bizet, Manuel de Falla e Carlos Saura que mostram nas suas obras muito do mistério que envolve a arte, a cultura e a trajetória desse povo. No Brasil, a música mais tocada e dançada pelos ciganos é a música Kaldarash, própria para dançar com acompanhamento de ritmo das mãos e dos pés e sons emitidos sem significação para efeito de acompanhamento. Essa música é repetida várias vezes enquanto as moças ciganas dançam.


enviada por Dannyh



27/09/2004 15:17

("^.^")Flamenco("^.^")



Flamenco

O cigano radicado na Andaluzia passou a ser conhecido como flamenco na Idade Média. Com o tempo, o termo passou a designar grande parte do folclore andaluz e das zonas vizinhas, especialmente a música e a dança.
Flamenco é a arte do canto e da dança própria dos ciganos espanhóis da Andaluzia, que se propagou a outras regiões da Espanha e tornou-se comum nas cidades mediterrâneas e grandes núcleos urbanos, como Madri e Barcelona. Embora seja de fundo árabe, está estreitamente ligado aos ciganos, nos quais encontrou seus verdadeiros intérpretes. A essência do flamenco é o canto, freqüentemente acompanhado de violão. Os cantos e bailes flamencos constituem arraigada tradição do povo andaluz, que neles traduz seus momentos de alegria ou tristeza, extravazando sentimentos, sempre impregnados das idéias de amor e morte. Atualmente o flamenco encontra-se bastante comercializado, fazendo parte de espetáculos teatrais.
As origens do flamenco remontam às danças e cantos pré-cristãos do sul da península Ibérica. Esse substrato nutriu-se das contribuições sucessivas de vários povos, especialmente árabes e judeus. A imigração de povos ciganos no século XV foi dando contornos definitivos a essa arte, reconhecida como tal desde o século XVIII, quando as canções ganharam letra. A partir do século XIX, os ciganos começaram a dançar e cantar profissionalmente nos cafés. Surgiu assim a figura do guitarrista, acompanhante habitual do cantaor, nome que se dá ao vocalista. O ritmo da dança e do sapateado é marcado por palmas, gritos de incentivo ou reprovação denominados jaleo, estalar de dedos e unhas (para os homens) e toque de castanhola (para as mulheres), todos componentes essenciais do espetáculo.
Contudo, o aproveitamento turístico dá a essas manifestações artísticas aspectos frequentemente menos genuínos do que aqueles que se encontram habitualmente nos ciganos.
Dos gêneros mais antigos do flamenco, como as nostálgicas cañas e soleares, derivaram formas mais modernas e jocosas. A siguiriya, de raízes ancestrais, e a saeta, lamento pela paixão de Cristo, são outras modalidades do flamenco. A partir da segunda metade do século XX, o flamenco passou a sofrer diversas influências, que as correntes tradicionais tentam evitar para não serem desvirtuadas.
O cantor José Meneses, a bailarina La Chunga e o guitarrista Manitas de Plata são artistas flamencos de destaque.

Por André Souza

enviada por Dannyh



27/09/2004 15:14

("^.^")Musica Cigana("^.^")



MÚSICA CIGANA




Desde cedo, foi reconhecido o dom dos ciganos para a música instrumental, sobretudo o violino: Iom Voicu é cigano, como também o pianista Gyorgy Cziffra. Mas não existe propriamente uma música cigana. As influências sofridas foram muitas e as melodias puramente ciganas são hoje raríssimas. Existe um estilo típico de execução, o molto rubato, que influiu sobre músicos importantes como o húngaro Franz Liszt, o alemão Johannes Brahms (ambos do século XIX) e vários outros músicos.
A influência trazida do oriente é muito forte na música e na dança cigana. A música e a dança cigana possuem influência hindu, russa, árabe, húngara, romena e espanhola. É especialmente desses três últimos países que são originários os músicos ciganos. Mas a maior influência na música e na dança cigana dos últimos séculos é sem dúvida espanhola, refletida no ritmo dos ciganos espanhóis que criaram um novo estilo baseado no flamenco. Beethoven buscou na música cigana inspiração para muitas de suas obras. Tanto a música como a dança cigana sempre exerceram fascínio sobre grandes compositores, pintores e cineastas. Há exemplos na literatura, na poesia e na música de Georges Bizet, Manuel de Falla e Carlos Saura que mostram nas suas obras muito do mistério que envolve a arte, a cultura e a trajetória desse povo.
Tanto na península Ibérica como na América hispânica, sua contribuição às artes – especialmente música, canto e dança – foram consideráveis. Destaca-se a esse respeito a música e a dança flamenca e o canto dos ciganos andaluzes.
No Brasil, apesar da presença dos ciganos desde o século XVI, eles têm pouca influência na música popular ou no folclore. Aqui, a música mais tocada e dançada pelos ciganos é a música Kaldarash, própria para dançar com acompanhamento de ritmo das mãos e dos pés e sons emitidos sem significação para efeito de acompanhamento. Essa música é repetida várias vezes enquanto as moças ciganas dançam. Alguns outros grupos de ciganos no Brasil conservam a tradicional música e dança cigana húngara, um reflexo da música do leste europeu com toda influência do violino, que é o mais tradicional símbolo da música cigana.
Ritmos ciganos:
- o ritmo baladi que vem do Egito envolve movimentos com objetos ciganos. Alguns movimentos envolvem lenços, facas e até mesmo garrafas de bebidas nas mãos;
- a Zapaderin, dança secreta das ciganas, que invoca o amor do cigano. A cigana, através da dança invoca espiritualidade a sua força;
- Manouche, Sinti, Kauderashs, todos trazem sua dança e seus belíssimos ritmos que são transformados numa única experiência artística e musical, trazendo do íntimo da mulher a sensualidade, a alegria e a beleza de sua força interior.
Portanto, os ciganos possuem diferentes tipos de música para diferentes ocasiões.



enviada por Dannyh



27/09/2004 15:10

("^.^")Vida Cigana("^.^")



CIGANOS





A vida de uma comunidade com quase três mil anos
Os ciganos são um povo nômade amante da música, das cores alegres e da magia, que foram expulsos por invasores árabes há quase 3 mil anos da região noroeste da Índia, onde hoje é o Paquistão. Depois de vagar pelas Terras do Oriente, os ciganos invadiram o Ocidente e espalharam-se por todo o mundo.
A família é a base da organização social dos ciganos, não havendo hierarquia rígida no interior dos grupos. O comando normalmente é exercido pelo homem mais capaz, uma vez que os ciganos respeitam acima de tudo a inteligência. Este homem é o Kaku e representa a tribo na Krisromani, uma espécie de tribunal cigano formado pelos membros mais respeitados de cada comunidade, com a função de punir quem transgride, a rígida ética cigana.

A figura feminina tem sua importância e é comum haver lideranças femininas como as phury-day (matriarca) e as bibi (tias-conselheiras), lembrando que nenhum cigano deixa de consultar as avós, mães e tias para resolver problemas importantes por meio da leitura da sorte.

O misticismo e a religiosidade fazem parte de todos os hábitos da vida cigana. A maior parte deles acredita em um único deus (Dou-la ou Bel) em eterna luta contra o demônio (Deng). Normalmente, assimilam as religiões do lugar onde se encontram, mas jamais deixam de lado o culto aos antepassados, o temor dos maus-olhados, a crença na reencarnação e na força do destino (baji), contra a qual não adianta lutar.

A sexualidade é outro ponto importante entre os ciganos. E, ao contrário do que se imagina, eles têm uma moral bastante conservadora. Alguns mitos antigos falam da existência das mães-de-tribo, que tinham um marido e um acariciador. Outros falam das gavalies de la noille, as misteriosas noivas do fim de noite, com quem os kakus se encontravam uma única vez, passando desde então, a ter poderes especiais. Mas o certo mesmo é que os ciganos se casam cedo, quase sempre seguindo acordos firmados entre as duas famílias.

Não recebem nenhum tipo de iniciação sexual e ter filhos é a principal função do sexo. Descobrir os seios em público é comum e natural, mas nenhuma mulher pode mostrar as pernas, pois da cintura para baixo todas são merimé (impuras).

Vem daí a imposição das saias compridas e rodadas para as mulheres, que também são proibidas de cortar os cabelos, e nunca sentam à mesma mesa que os homens. Ironicamente, como praticantes da magia e das artes divinatórias, são elas que cada vez mais assumem o controle econômico da família, pois a leitura da sorte é a principal fonte de renda para a maioria das tribos. O resultado é uma situação contraditória, em que o homem manda, mas é a mulher quem sustenta o grupo.

Ana da Cigana Natasha é autora de dois livros: Mistérios do Povo Cigano e Como descobrir e cuidar dos ciganos dos seus caminhos. Foi a pioneira em divulgar ensinamentos dos espíritos ciganos.

enviada por Dannyh



27/09/2004 15:05

("^.^")Cultura Cigana("^.^")



Ciganos



Um povo que irradia poder mágico por onde quer que passe. Que não conhece fronteiras e chama a si mesmo de “filho do vento”.
Que é livre, sem pátria, e ao mesmo tempo, é filho de todas as pátrias…
O povo cigano é assim.
Fascinante em sua independência.
Eterno como as magias que ensina, como os símbolos impressos nas cartas que usa para a leitura da sorte.
É o povo das estradas. Ninguém sabe ao certo de onde os ciganos vieram. Uns dizem que são oriundos do Egito, outros, da Índia.
O fato é que, na Idade Média, os ciganos estavam espalhados por toda a Europa e já se encontravam divididos em inúmeras tribos ou sub-nações, dotadas de usos e costumes próprios.
Os ciganos tiveram o dom de absorver elementos religiosos e culturais de todos os países por onde passaram. Aprenderam com os cristãos, com os muçulmanos, com os pagãos, com os africanos...
Para eles, o que importa é estar em contato com Deus. É sentir a alegria da fé, por ela mesma, sem se ater a dogmas ou liturgias. É estar em contato com a natureza, com a Lua e com Sol, com as polaridades masculina e feminina que regem o Universo e constituem a essência da Vida.


enviada por Dannyh



27/09/2004 14:56

("^.^")Cigana Ariana("^.^")



A história de Ariana




O acampamento cigano estava em festa: era o dia 14 de agosto de 1790.

A Lua estava Crescente e, naquela madrugada, a cigana Florian ia dar à luz pela primeira vez. A alegria era contagiante, pois a cigana Florian ia ser a mais nova mãe do grupo: ela estava com 13 anos e tinha somente dez meses de casada. Todos os ciganos estavam feli- zes; a cigana Florian era a pérola do grupo.

Para os ciganos, o ser que ia chegar era muito especial: era um novo elemento do Universo, que trazia uma mensagem de esperança para todos os ciganos. Era também o sinal da continuidade da raça. Esse nascimento era o começo de uma nova família.

O cigano Artêmio estava feliz: ia nascer seu primeiro filho e, com o nascimento deste ser, o jovem pai ganharia prestígio, autoridade e responsabilidade iguais aos dos mais velhos pais do grupo.

Os violinos tocavam músicas alegres e todos dançavam ao redor da fogueira sagrada. Em dado momento, a música parou e todos começaram ayezar, pedindo a Santa Sara que Florian tivesse um bom parto e que a chinorré (criança) fosse coroada de felicidade. Nesse silêncio, nasceu a filha de Artêmio e Florian; seu choro foi ouvido por todos os ciganos do grupo, que logo começaram a cantar e dançar, batendo palmas a acompanhar a música, alegres pela chegada de um novo ser no planeta Terra. Como sempre, o violino deu um tom mais profundo à música, e a festa foi até o Pai-Sol nascer.

No dia seguinte, foi feito o ritual mais marcante,que é o batismo cigano.

A cigana Florian deu o seio ao novo ser, para a primeira mamada. Nesse momento, soprou no ouvido da chinorré seu nome. Como fora uma menina que chegara de madrugada ao grupo cigano, seu nome foi feito da junção das primeiras letras do nome do pai,"ar", com as últimas letras do nome da mãe, "ian" formamdo assim o nome Arian. Mas todo o grupo passou a chamá-la de Ariana.

enviada por Dannyh



03/09/2004 15:28

("^.^")Fim de semana("^.^")


Bom pessoal...só passei para desejar a todos um ótimo final de semana e um feriado maravilhoso! se der eu posto alguma coisinha...
Quero agradecer as visitas e os comentários! estou muito feliz!
Beijinhos a todos, muita energia positiva e muita luz em nossas vidas!!!

enviada por Dannyh



03/09/2004 15:08

("^.^")MAKTUB("^.^")




Já estava escrito, no tempo e espaço, que minha alma e a tua uma luz seriam...
Já estava escrito, pelos milênios, que no sagrado fogo da paixão nos consumiríamos...

Sol do deserto queimando a areia, tua presença é água que preserva a vida. Pomba selvagem no azul da Alma, teu olhar é luz que ilumina e cega...

Já estava escrito e Allah o sabe, que a serpente mágica do amor nos faria deuses

Está escrito, antes dos tempos, que a vida vale a pena quando o amor nos toca.

(MAKTUB)

enviada por Dannyh



03/09/2004 15:02

("^.^")Dança("^.^")




Um pouco da cultura CIGANA !

Os ciganos acreditam que espíritos e entidades os acompanham no dia a dia. Um artista tem que esperar que um ente se aposse dele e inspire-o para que seja capaz de fazer a arte verdadeira. Este sentimento profundo criou o "canto jondo" na Andaluzia, um canto de tristeza profunda, que se contrasta com o "canto flamenco". O estilo de dança flamenca, com seus movimentos característicos de braços e de tronco, tem uma certa similaridade com a dança clássica persa, como também com a dança moderna da Ásia Central, Enquanto que na dança moderna árabe, os movimentos são centrados na região do ventre e os braços se mantém na altura dos ombros. Na dança flamenca e persa, os movimentos são centrados na região do tórax e é usado o máximo de espaço acima da cabeça para executar os graciosos movimentos de braços e mão.

enviada por Dannyh



03/09/2004 14:02

("^.^")Ao contrario("^.^")




enviada por Dannyh



03/09/2004 13:55

("^^")Amiguinhos("^^")




enviada por Dannyh



03/09/2004 13:51

("^.^")Amigo-Amor("^.^")







enviada por Dannyh



03/09/2004 13:49

("^.^")Amor("^.^")




enviada por Dannyh



03/09/2004 13:44

("^.^")Posts("^.^")

É isso aí...rs





enviada por Dannyh



02/09/2004 14:57

("^.^")Amo tudo em você("^.^")





enviada por Dannyh



02/09/2004 14:54

("^.^")Vida("^.^")




enviada por Dannyh



02/09/2004 14:52

("^.^")Você("^.^")





enviada por Dannyh



01/09/2004 16:54

("^.^")Tentação("^.^")





enviada por Dannyh



01/09/2004 16:51

("^.^")Respostas("^.^")


É exatamente assim...nossa hoje estou péssima..






enviada por Dannyh



01/09/2004 16:46

("^.^")A Vida("^.^")


Acho que estou aprendendo bastante ultimamente...faz parte...rs



enviada por Dannyh



01/09/2004 16:42

("^.^")Pensamento("^.^")


É verdade...quando o coração chora...dói! mas passa...



enviada por Dannyh



30/08/2004 16:42

("^.^")work-shop("^.^")


Pessoal...quem puder comparecer será uma grande oportunidade de ampliar os conhecimentos e as técnicas...eu estarei lá com certeza!!!





enviada por Dannyh



30/08/2004 16:28

("^.^")Dançar("^.^")


D a n c e

Dance na canção do vento, Desate teus sentimentos.
Dance com cantar dos pássaros,
Com o bailado da chuva no telhado,
Expulsando os rancores e as tristezas do passado.


Dance na noite estrelada,
Na rua molhada, a luz da lua dourada.
Dance no palco sombrio,
No calor ou no frio,
Através de canções e assovios.


Dance no tablado da vida,
Retire da arte o remédio sagrado para tuas feridas.
Dance nas quatro estações,
Libere do peito todas as emoções.


Dance a dança da paz,
De todos os povos, de todas as raças.
Dance ao som da lira, guitarras, flautas e baterias.
Nos lares, nas praças e nos bares.
Dance em qualquer situação, para alegrar o coração.


(Luiz Cláudio Gandim)

enviada por Dannyh






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